| Os stupas |
|
O stupa é um monumento tradicional representando o espírito dos Budas dos Três tempos. Em função das relíquias e outros elementos simbólicos que contém, da atitude de espírito com que é construído e da profunda magia que detém, o stupa tem um enorme impacto na geografia sagrada do nosso planeta. Trata-se de um elemento de protecção superior contra toda a espécie de obstáculos e dificuldades. A sua poderosa acção estende-se a todo o universo e a todos os seres, para além do tempo e do espaço, gerando a paz e a harmonia, evitando a fome, as epidemias, as guerras e todas as dificuldades entraves à felicidade temporal e à realização espiritual. Os stupas construídos na Ogyen Kunzang Chöling serão em granito talhado, segundo os planos e as medidas dados Tsetrul Pema Wangyal Rinpoche. O interior será inteiramente preenchido com relíquias, pequenas estátuas (tsatsa), de orações, de cereais, de plantas medicinais, de pedras semipreciosas e de pequenas quantidades de metais nobres. Tudo isso é disposto à volta de um eixo central, sok shing ou « árvore de vida », segundo regras muito estritas. É dito que a construção de um Stupa é fonte de mérito incomensurável. Quem participe, de forma directa ou indirecta, e mesmo quem se regozije na sua construção recolhe bênçãos incontáveis. As bênçãos recaem ainda sobre todos os que vêem ou entram em contacto com ele seja de que maneira for. |

Em resposta aos votos de Tsetrul Pema Wangyal Rinpoche e Lama Kunzang, a Ogyen Kunzang Chöling projecta a construção de quatro stupas nos seus centros de Humkara Dzong, Nyima Dzong, Bruxelas e Gyatso Dzong. O primeiro stupa a ser construído foi o de Humkara Dzong e, em seguida, será o de Bruxelas. Os locais para a construção dos Stupas foram escolhidos por Pema Wangyal Rinpoche de acordo com as regras da geomância e foram consagrados por Kyabjé Trulshik Rinpoche. Seguir-se-ão os stupas de Nyima Dzong, onde um primeiro stupa já existe desde 1982, e de Gyatso Dzong, em Tahiti.