A vida comunitária no seio da Ogyen Kunzang Chöling


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A opção de vida comunitária dos centros Ogyen Kunzang Chöling apresenta-se como uma particularidade no seio da comunidade budista ocidental. Na maior parte dos centros budistas, no Ocidente, as infra-estruturas e as actividades religiosas são asseguradas por um pequeno número de residentes, enquanto que a maior parte dos seus membros tem uma vida profissional e familiar exterior ao centro. A vida comunitária dos centros Ogyen Kunzang Chöling – onde apenas um número restrito de membros tem uma vida profissional e familiar fora do centro – constitui uma excepção.

No budismo, desde as suas origens, a vida comunitária foi sempre enfatizada. No Tibete, existiam comunidades religiosas, albergadas em numerosos mosteiros, mas também havia comunidades laicas, facto esse que é talvez menos conhecido. Para os budistas a vida quotidiana é o prolongamento, o campo de aplicação da meditação e do treino espiritual. Os meios de subsistência têm de estar de acordo com a ética de compaixão e não-violência. Desde logo, é natural desejar associar-se com pessoas que partilham os mesmos ideais e possuem uma prática espiritual semelhante.

Não se tratou de uma opção inicial, foram as circunstâncias que progressivamente levaram a grande maioria dos membros da Ogyen Kunzang Chöling a adoptar a forma de vida comunitária. Esta comunidade é aberta e não se exige aos membros que renunciem aos seus bens pessoais, podendo eles continuar a geri-los.

Com o passar do tempo foram-se desenvolvendo diversas actividades e constituindo sociedades geridas pelos membros da comunidade, tais como: restaurantes vegetarianos, lojas de produtos biológicos e naturais, centros de medicina e uma empresa de energia solar. Os seus rendimentos têm permitido assegurar a subsistência e prosseguir as actividades religiosas dos membros da comunidade.

À medida que foram nascendo crianças no seio da comunidade, os seus membros desejaram oferecer aos filhos uma educação conforme aos princípios budistas. Foi o que a comunidade se propôs fazer no Sul de França
(ver educação das crianças).

Ver também:
-
O papel do mestre espiritual e a integração do Budismo no Ocidente


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