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Esta forma de educação, que era tradicional no Tibete e também comum no Ocidente ainda não há muito tempo, foi neste caso consideravelmente adaptada, tendo em conta as especificidades do ensino do budismo, os desenvolvimentos da pedagogia moderna e as possibilidades oferecidas pelo mundo moderno. Num enquadramento de vida como este, o quotidiano estrutura-se em torno das crianças e compreende a instrução escolar, a prática e o estudo do budismo e da língua tibetana, as actividades manuais, culturais, desportivas e lúdicas. As crianças estão rodeadas de adultos cujos valores são budistas e se baseiam no desenvolvimento da compaixão e da sabedoria. Estes adultos, frequentemente os próprios pais, enquadram-nos como instrutores, educadores e professores. Após um inquérito social detalhado, a escola primária obteve o estatuto de colégio particular. O nível secundário está legalmente ao abrigo do estatuto de instrução na família. As crianças são seguidas por professores qualificados. Os métodos de ensino são clássicos, semelhantes aos de qualquer estabelecimento de ensino público. As crianças com mais dificuldades têm um acompanhamento personalizado, evitando-se assim as situações de insucesso escolar. Os atrasos são raros e rapidamente recuperados.
Após mais de vinte anos de experiência é possível constatar o contributo enorme que a aprendizagem do budismo tem no desenvolvimento das crianças. Além disso, como a vida do centro está organizada em torno delas, as crianças beneficiam de uma grande atenção a todos os níveis. O valor desta educação está bem patente no relatório do inquérito social realizado aquando do pedido de abertura de um colégio particular. Esse relatório sublinha o nível escolar acima da média, considera as condições de vida como sendo "privilegiadas" e dá conta do grau de desenvolvimento e serenidade das crianças, bem como da sua abertura ao mundo e aos outros. A comunidade está extremamente reconhecida a todos os mestres tibetanos que a visitaram e a encorajaram a prosseguir nesta via. |